Sentir o vento nos cabelos, o cheiro do oceano, a brisa fresca de um dia de inverno à beira do mar, a melancolia das ondas vindo de encontro às pedras, a imagem perfeita do vazio numa poesia esculpida na natureza. Estou com saudades de tudo aquilo que me fazia sentir vivo, que me fazia sentir como alguém de verdade, a doce ilusão de um propósito.
Eu preciso te encontrar, preciso ter de volta. Quero de volta aquilo que me roubastes no momento em que te vi entrar naquela sala. Por que tinhas que roubar meu precioso? Por que tirastes de mim a única coisa que ainda me fazia sentir o sabor amargo da vida? Por que não pude por um fim nisso? Por quê?
Tu me destes o descanso eterno para a minha agonia sem fim, mas eu a quero de volta! Por que tivestes que tirá-la de mim?

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