...e daquele dia em diante ele nunca mais olhou para trás.

Os dias passaram, as semanas findaram, os meses se foram e os anos acabaram, mas continuava o mesmo, aquele olhar sórdido e pueril, era impossível não reconhecer o que se via.
E a pobre garota olhava com desespero, sentia que a vida estava nas mãos de alguém que não importava-se com as consequências que as atitudes mundanas poderiam ter. A justiça própria de um Deus. A arrogância de um ser onipotente. O julgamento de um louco.
Sem pestanejar, torceu-lhe o pescoço dizendo, "o julgamento foi feito, a condenação decidida, é hora de pagar pelos teus pecados, que a paz esteja convosco". Torceu tão facilmente que parecia feito de papel.
O sorriso dos seus lábios eram aterradores, seu olhar apático denunciava a falta de consciência do que havia cometido. Não importava mais nada, era seu próprio julgamento o julgamento de um Deus... e daquele dia em diante ele nunca mais olhou para trás.

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